terça-feira, 8 de janeiro de 2013

‘Ai flores do verde pino’


Linda cantiga trovadoresca galaico-portuguesa, de autoria de D. Dinis, rei de Portugal entre os anos 1279 e 1325. Interpretada pelo grande ‘cantautor’ galego Amancio Prada.

 
                                 
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Português e Galego: algumas diferenças


Ótimo vídeo do programa 'Cuidado com a língua' do canal português RTP, sobre algumas diferenças entre o Galego e o Português:

domingo, 6 de janeiro de 2013

Periodização do Latim

 
Segue-se um breve resumo dos períodos da língua latina (extraído da introdução do livro ‘Fonética Histórica do Latim’, de Ernesto Faria (1970):
- Latim Pré-histórico (século XI – VII?): compreende a fundação da colônia no cume do Germal (colônia que deu origem a Roma) por pastores vindos do monte Palatino até o aparecimento dos primeiros documentos escritos;
- Latim proto-histórico (século VII? – 240 a. C.): compreende os primeiros documentos em Latim: a ‘Fíbula de Preneste’, o ‘Cipo do Fórum’ e o ‘Vaso de Duenos’);
- Latim Arcaico (240-81 a. C.): Surgem os primeiros textos literários, dentre os quais se destacam as produções de Lívio Andronico (240-207 a. C.) e Névio (235-204 a. C.), as comédias de Plauto (254?-180 a. C.), a poesia épica, dramática e lírica com Ênio (239-169 a. C.), a criação da sátira por Lucílio (?-103 a. C.) e a criação da prosa literária por Catão (234-149 a. C.). Também neste período surgem os textos epigráficos, com os epitáfios dos Cipiões, as dedicatórias, as moedas, o Senatus Consultum de Bacchanalibus (168 a. C.), a Setentia Minuciorum (117 a. C.) e a Lex Cornelia (81 a. C.);
- Latim Clássico (81 a. C. – 17 d. C.): A prosa se destaca na Idade de Caesar, com Cícero (106-43 a. C.) e Caesar (101-44 a. C.). Destacam-se também Lucrécio – apogeu da poesia filosófica (98?-55? a. C.), Catulo – introdutor de vários metros gregos em Latim (87-54? a. C.) e Salústio – apogeu da história (86-35 a. C.). Na Idade de Augusto, a poesia chega à ‘perfeição’ com Vergílio (70?-19 a. C.), Horácio (65-8 a. C.) e Ovídio (43 a. C.- 17 d. C.). Ainda neste período, destaca-se a narrativa da história de Roma de Tito Lívio (64? a. C. - 17 d. C.), denominada Ab Urbe condita libri;
- Latim pós-clássico (17 d. C. – século V) divide-se em dois grupos: (i) a Idade da Prata (séculos I e II), em que numerosos poetas e prosadores não são oriundos da Itália, como Fedro (da Trácia), Sêneca, Lucano e Quintiliano (da Espanha), Plínio o jovem (da Cisalpina) e Plínio o velho (de Como); (ii) O pré-romance, nos séculos III a V, com o surgimento da literatura cristã em Latim – destacando-se no latim eclesiástico o escritor Tertuliano – que no século IV chega ao seu apogeu, com Santo Ambrósio (330?-397), São Jerônimo (347?-420) e Santo Agostinho (353-430). No século V, com as invasões dos ‘bárbaros’, o Latim se desenvolve em diversos romances, que irão dar origem às línguas românicas.

 

O Latim: origens

O Latim era uma língua falada no Lácio, hoje região no entorno de Roma. No século XIX, com o advento dos estudos comparativistas – dentre os quais destacamos a obra de Franz Bopp (1816) intitulada ‘Vergleiche Grammatik des Sanskrit, Zend, Griechischen, Lateinischen, Lituanischen, Gothischen und Deutschen’ [Gramática comparativa do sânscrito, persa, grego, latim, lituano, gótico e alemão] – observou-se o parentesco do Latim com outras línguas europeias e asiáticas (línguas do norte da Índia até a Península Ibérica), em termos de pronúncia, gramática e léxico. Estabeleceu-se então o Latim como uma língua pertencente à família indo-européia, que juntamente com algumas línguas da península itálica, como o osco e o umbro, formavam uma subfamília itálica.
O primeiro texto que se tem documentado em Latim é a ‘Fíbula de Preneste’, provavelmente do século VII a. C. Trata-se de uma fivela de ouro encontrada na cidade de Preneste, contendo a seguinte inscrição em prenestino (latim dialetal), em caracteres etruscos:
 
 
Manios med fhefhaked Numasioi
 
Entre os primeiros documentos da língua estão também o ‘Cipo do Forum’ (século VI ou V a. C.?) e o ‘Vaso de Duenos’ (século IV?).